NÃO PERCAM!

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Perder do Barcelona? Normal

Por Felipe Dótoli

Termina o Mundial de Clubes e o Barcelona vence o Santos por 4 a 0. Bastou o apito final para começarem as gozações: Cadê o Neymar? Foi para o Mundial passar vergonha?

As piadas ficam por parte dos torcedores rivais, porque, na prática, todos sabem que perder para o time catalão é a coisa mais natural do futebol atual.
O Santos não foi o único a sofrer com as jogadas de Messi, Xavi, Iniesta e os outros jogadores que completam a constelação espanhola, base da seleção daquele país.

Devemos voltar um ano no tempo. A base do Barcelona era praticamente a mesma do atual elenco, talvez com o acréscimo do excelente Cesc Fàbregas. A partida era contra o Real Madrid, valendo a liderança do Campeonato Espanhol.
Jogando em casa, o Barcelona massacrou o time merengue por nada menos que 5 a 0. E não é qualquer Real Madrid. É talvez o melhor Madrid dos últimos 5 ou 6 anos, com Cristiano Ronaldo, Benzema, Di Mária e José Mourinho, o tão badalado técnico português.

Lógico que a postura do Santos na partida da final do Mundial não foi a ideal. Mas, hoje em dia, quem consegue ter uma postura ideal enfrentando o time azul grená? Eu, sinceramente não conheço. A última vez que vi o Barcelona no chão foi contra o Getafe há alguns meses (1 a 0 para o time azul de Madrid). Mas isso só acontece quando o Barça joga 5% de sua capacidade, ou seja, uma vez a cada 5 anos. Caso contrário, é praticamente impossível.


Parabéns ao Santos por chegar à final do Mundial após um ano fantástico. Perder para o Barcelona não é demérito para nenhum clube. Devemos sentar e aplaudir a melhor equipe que eu já vi jogar, com o maior jogador que já vi atuar.

Será esse Barça o maior time da história? É cedo pra dizer, mas não duvido da equipe de Pepe Guardiola.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PARA SELEÇÃO TUDO, PARA OS CLUBES NADA

Imagem: santosfc.com.br

Por Felipe Dótoli

O Blog Futeboleiros está de volta e agora com tudo!

No dia 10 de Agosto o Brasil enfrenta a Alemanha, em Stuttgart, por mais um daqueles amistosos preparatórios para nada. O fato é: com mais este jogo, "coladinho" com a Copa América, os clubes brasileiros perderão seus jogadores convocados, que, mais uma vez, ficarão fora de partidas pelo Campeonato Brasileiro.

O Santos que o diga. Além dos jogadores que cedeu para a seleção sub-20, que disputa o mundial da categoria, o clube, provavelmente, ficará sem Neymar, Ganso e Elano, novamente.

Agora paremos um pouco para pensar. Até que ponto os clubes brasileiros devem aceitar de cabeça baixa as imposições da seleção do "fofucho" Ricardo Teixeira? Tudo bem que ele está cagando para o futebol doméstico, como ele mesmo afirmou em bela reportagem feita pela repórter Daniela Pinheiro, da Revista Piauí.

Está na hora dos cartolas que tanto falam e pouco fazem, olharem mais para os clubes que comandam, pois esse é o dever de um dirigente, ou eu estou enganado?

O calendário rídiculo do futebol brasileiro é um dos fatores que fazem a seleção sempre passar por cima das equipes nacionais. O Brasil é o único país...desculpem, esqueci do grande futebol russo, que ainda aderem a temporada de Janeiro a Dezembro. Depois, os mesmos cartolas, que nada fazem para mudar o poder da seleção da CBF, choram ao ver seus jogadores partiram rumo ao velho continente no meio do Brasileirão.

Quando um jogador serve a seleção brasileira, vestindo a farda amarela, ele está representando o país, sua pátria. Mas que garantia o clube que lhe paga os salários tem se um desses atletas se machucar e ficar meses sem jogar? Infelizmente, nenhuma. E, obviamente, nos meses parado o jogador continua gerando custos à equipe que o contratou.

Eu não estou falando apenas dos vencimentos mensais do jogador, mas também dos gastos médicos e resultados dentro de campo, que é o que mais importa. Enquanto isso, na sede da CBF, tudo continua normal, afinal, é mais um jogador que para a seleção é substituível.

Não que eu seja contra a seleção brasileira, até porque, ela foi um dos fatores que me fez amar o futebol. Mas hoje em dia, muita coisa mudou e o Senhor Feudal Ricardo Teixeira, que assumiu a CBF esses dias, está fazendo com que a seleção que um dia foi mágica se torne apenas mais uma (E nem vou falar dos casos de corrupção envolvendo o mandatário. Isso fica para outro post).

Para resumir: Se os clubes, e quando eu falo clubes eu me refiro aos cartolas, não tomarem a atitude de encarar a Confederação Brasileira de Futebol do Ricardo Teixeira, nada vai se modificar e nós continuaremos chorando quando nosso time de coração fica rodadas e mais rodadas sem os principais jogadores, já que estão à disposição da falida seleção brasileira de futebol. Ou muda o calendário e a atitude ou extingue a seleção. O que você prefere?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O DESTINO DE LULINHA


Por Felipe Dótoli


De grande promessa corintiana, na metade dos anos 2000 (chegou a valer R$50 milhões), para desbravador de terras portuguesas. Esse é Lulinha, mais um eterno futuro craque.

Desde meados de 2004, o nome de Lulinha já era apontado como futuro craque. Fato que parecia consumado com atuações brilhantes nas categorias de base, sempre com espetáculos. Há aqueles que dizem que ele marcou cerca de 300 gols na base, há os que contestam.

As boas atuações não aconteciam apenas nas categorias de base do Corinthians. A jovem promessa desfilava bom futebol nas seleções de base. No Sul-Americano sub-17 de 2007, Lulinha
marcou 12 gols em 9 jogos, ficando muito à frente do segundo na artilharia, o compatriota Fábio, com 7 gols.

O ano de 2007 prometia para o garoto de apenas 16 anos (completaria 17 em Abril), mas a pressão por atuações fabulosas atrapalhou o jogador. O Corinthians foi rebaixado e Lulinha não mostrou o talento que vinha mostrando anteriormente.

Em 2008, mesmo titular do time por boa parte do ano, não se firmou no restante da temporada e perdeu a vaga para Morais, recém chegado do Vasco da Gama.

Com atuações fracas, em 2009 Lulinha foi emprestado para o pequeno Estoril da Segunda Divisão do Campeonato Português. Lá não fez muito, 4 gols em 26 jogos, mas rendeu um contrato com o também pequeno Olhanense da Primeira Divisão.

Chegou a cidade de Olhão com pompa de craque, mas até agora não mostrou futebol que mereça tal adjetivo. Apenas três gols em competições oficiais.

Essa é a história de mais um eterno futuro craque, que infelizmente não deu certo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

OBRIGADO, FENÔMENO!


Por Felipe Dótoli


É difícil explicar com palavras o que Ronaldo Luíz Nazário de Lima representa para o futebol brasileiro e mundial. A palavra "fenômeno" diz um pouco do que ele foi dentro das quatro linhas.

Foram 18 anos de uma carreira de altos e baixos (muito mais altos). As lesões fizeram com que cada retorno de Ronaldo se tornasse espetacular, mostrando que, ele sim, sempre conseguiria vencer. Nunca na história deste esporte bretão, alguém teve tantas reviravoltas.

Nenhum escândalo, nenhuma chacota e nenhuma má atuação vai apagar o que ele fez pela seleção brasileira e por todos os clubes em que passou.

Não existem brasileiros, não importa o clube de coração, que não se emocionaram com a despedida do maior artilheiros das Copas do Mundo. Não existe nenhum brasileiro que não fique feliz com cada vitória do fenômeno.

Esse não é um "fenômeno" comum, é o fenômeno do Cruzeiro, do PSV, do Barcelona, da Internazionale, do Real Madrid, do Milan, do Corinthians e do mundo. O fenômeno que faz pessoas do mundo inteiro, não importa raça, religião ou partido político, se ajoelharem em cada gol por ele convertido.

É desse cara que eu vou ter orgulho de falar para os meus filhos e netos: "Eu vi o Ronaldo Fenômeno jogar!"

É para ele que eu deixo o meu agradecimento.

OBRIGADO, RONALDO FENÔMENO!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O NOVO PRESIDENTE DO PALMEIRAS

Imagem: gazetaesportiva.net


Por Felipe Dótoli


Como esperado, a oposição vence e Arnaldo Tirone é o novo presidente do Palmeiras.

Com 158 votos, Tirone, 60, bateu Paulo Nobre, 96 votos, e Salvador Hugo Palaia, com 21 votos. Uma diferença de votos que surpreendeu muitas pessoas, já que se imaginava uma vitória apertada do oposicionista. O novo presidente ocupará o cargo por dois anos, com direito a uma reeleição.

Tirone faz parte de uma base aliada composta por Mustafá Contursi, ex presidente palmeirense, criador da teoria do "bom e barato" e odiado por grande parte da torcida alvi verde. Mustafá foi presidente do Palmeiras de 93 até o começo de 2005, quando Afonso Della Monica assumiu o cargo.

O novo presidente palmeirense assume com a missão de "consertar" o clube depois de um mandato no mínimo problemático de Luiz Gonzaga Belluzzo.

ANÁLISE DA GESTÃO BELLUZZO

Eleito em 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu como alguém que se diferenciaria dos cartolas padrão. Mas na prática não foi isso que se viu, o diferencial se tornou comum e o Palmeiras amarga uma crise, aparentemente, sem fim.

Belluzzo fez o que era possível para resgatar ídolos palmeirenses, mesmo que isso implicasse em estourar os cofres do clube. Acumulou uma divida de cerca de 150 milhões de reais, segundo o jornal "Folha de S. Paulo".

Três dos maiores técnicos do futebol brasileiro dirigiram o Palmeiras, Luxemburgo, Muricy Ramalho e agora Felipão, mas nada disso fez com que o time fosse campeão.

As derrotas dentro de campo batiam de frente com a situação política do clube. Guerra entre dirigentes, divisão da situação (Paulo Nobre e Hugo Palaia eram da situação), atraso no pagamento de salários e por último, acusações de jogadores contra dirigentes e vice e versa (casos de Valdívia e Waldemar Pescarmona).

Mas não foram só de desastres que viveu a administração de Belluzzo. Ele conseguiu colocar em prática o projeto da Arena Palestra, até então, só no papel. Segurou jogadores, no final do Campeonato Brasileiro de 2009, com propostas para irem para o exterior, mesmo que no final não tenha obtido resultado dentro de campo (o Palmeiras não se classificou nem para a Libertadores).

Com mais baixos do que altos, Luiz Gonzaga Belluzzo deixa o Palmeiras e Arnaldo Tirone terá uma missão difícil: resgatar a auto estima de um dos maiores clubes do país.